terça-feira, 22 de novembro de 2016

A Bela Adormecida


Era uma vez, há muito tempo, um rei e uma rainha jovens, poderosos e ricos, mas pouco felizes, porque não tinham concretizado maior sonho deles: terem filhos.
— Se pudéssemos ter um filho! — suspirava o rei.
— E se Deus quisesse, que nascesse uma menina! —animava-se a rainha.
— E por que não gêmeos? — acrescentava o rei.
Mas os filhos não chegavam, e o casal real ficava cada vez mais triste. Não se alegravam nem com os bailes da corte, nem com as caçadas, nem com os gracejos dos bufões, e em todo o castelo reinava uma grande melancolia.
Mas, numa tarde de verão, a rainha foi banhar-se no riacho que passava no fundo do parque real. E, de repente, pulou para fora da água uma rãzinha.
— Majestade, não fique triste, o seu desejo se realizará logo: Antes que passe um ano a senhora dará à luz uma menina.
E a profecia da rã se concretizou, e meses depois a rainha deu a luz a uma linda menina.
O rei, que estava tão feliz, deu uma grande festa de batizado para a pequena princesa que se chamava Aurora.
Convidou uma multidão de súditos: parentes, amigos, nobres do reino e, como convidadas de honra, as treze fadas que viviam nos confins do reino. Mas, quando os mensageiros iam saindo com os convites, o camareiro-mor correu até o rei, preocupadíssimo.
— Majestade, as fadas são treze, e nós só temos doze pratos de ouro. O que faremos? A fada que tiver de comer no prato de prata, como os outros convidados, poderá se ofender. E uma fada ofendida… 
O rei refletiu longamente e decidiu:
— Não convidaremos a décima terceira fada — disse, resoluto. — Talvez nem saiba que nasceu a nossa filha e que daremos uma festa. Assim, não teremos complicações.
Partiram somente doze mensageiros, com convites para doze fadas, conforme o rei resolvera.
No dia da festa, cada uma das fadas chegou perto do berço em que dormia a princesa Aurora e ofereceu à recém-nascida um presente maravilhoso.
— Será a mais bela moça do reino — disse a primeira fada, debruçando-se sobre o berço.
— E a de caráter mais justo — acrescentou a segunda.
— Terá riquezas a perder de vista — proclamou a terceira.
— Ninguém terá o coração mais caridoso que o seu — afirmou a quarta.
— A sua inteligência brilhará como um sol — comentou a quinta.
Onze fadas já tinham passado em frente ao berço e dado a pequena princesa um dom; faltava somente uma (entretida em tirar uma mancha do vestido, no qual um garçom desajeitado tinha virado uma taça de sorvete) quando chegou a décima terceira, aquela que não tinha sido convidada por falta de pratos de ouro. 
Estava com a expressão muito sombria e ameaçadora, terrivelmente ofendida por ter sido excluída. Lançou um olhar maldoso para a princesa Aurora, que dormia tranqüila, e disse: — Aos quinze anos a princesa vai se ferir com o fuso de uma roca e morrerá.
E foi embora, deixando um silêncio desanimador e os pais desesperados.
Então aproximou-se a décima segunda fada, que devia ainda oferecer seu presente.
— Não posso cancelar a maldição que agora atingiu a princesa. Tenho poderes só para modificá-la um pouco. Por isso, Aurora não morrerá; dormirá por cem anos, até a chegada de um príncipe que a acordará com um beijo.
Passados os primeiros momentos de espanto e temor, o rei, decidiu tomar providências, mandou queimar todas as rocas do reino. E, daquele dia em diante, ninguém mais fiava, nem linho, nem algodão, nem lã. Ninguém além da torre do castelo. 
Aurora crescia, e os presentes das fadas, apesar da maldição, estavam dando resultados. Era bonita, boa, gentil e caridosa, os súditos a adoravam. 
No dia em que completou quinze anos, o rei e a rainha estavam ausentes, ocupados numa partida de caça. Talvez, quem sabe, em todo esse tempo tivessem até esquecido a profecia da fada malvada. 
A princesa Aurora, porém, estava se aborrecendo por estar sozinha e começou a andar pelas salas do castelo. Chegando perto de um portãozinho de ferro que dava acesso à parte de cima de uma velha torre, abriu-o, subiu a longa escada e chegou, enfim, ao quartinho. 
Ao lado da janela estava uma velhinha de cabelos brancos, fiando com o fuso uma meada de linho. A garota olhou, maravilhada. Nunca tinha visto um fuso. 
— Bom dia, vovozinha. 
— Bom dia a você, linda garota. 
— O que está fazendo? Que instrumento é esse? 
Sem levantar os olhos do seu trabalho, a velhinha respondeu com ar bonachão: 
— Não está vendo? Estou fiando! 
A princesa, fascinada, olhava o fuso que girava rapidamente entre os dedos da velhinha. 
— Parece mesmo divertido esse estranho pedaço de madeira que gira assim rápido. Posso experimentá-lo também? Sem esperar resposta, pegou o fuso. E, naquele instante, cumpriu-se o feitiço. Aurora furou o dedo e sentiu um grande sono. Deu tempo apenas para deitar-se na cama que havia no aposento, e seus olhos se fecharam. 
Na mesma hora, aquele sono estranho se difundiu por todo o palácio. 
Adormeceram no trono o rei e a rainha, recém-chegados da partida de caça. 
Adormeceram os cavalos na estrebaria, as galinhas no galinheiro, os cães no pátio e os pássaros no telhado.
Adormeceu o cozinheiro que assava a carne e o servente que lavava as louças; adormeceram os cavaleiros com as espadas na mão e as damas que enrolavam seus cabelos. 
Também o fogo que ardia nos braseiros e nas lareiras parou de queimar, parou também o vento que assobiava na floresta. Nada e ninguém se mexia no palácio, mergulhado em profundo silêncio. 
Em volta do castelo surgiu rapidamente uma extensa mata. Tão extensa que, após alguns anos, o castelo ficou oculto. 
Nem os muros apareciam, nem a ponte levadiça, nem as torres, nem a bandeira hasteada que pendia na torre mais alta. 
Nas aldeias vizinhas, passava de pai para filho a história da princesa Aurora, a bela adormecida que descansava, protegida pelo bosque cerrado. A princesa Aurora, a mais bela, a mais doce das princesas, injustamente castigada por um destino cruel. 
Contos, fabulas e historinhas: A Bela Adormecida

Alguns cavalheiros, mais audaciosos, tentaram sem êxito chegar ao castelo. A grande barreira de mato e espinheiros, cerrada e impenetrável, parecia animada por vontade própria: os galhos avançavam para cima dos coitados que tentavam passar: seguravam-nos, arranhavam-nos até fazê-los sangrar, e fechavam as mínimas frestas. 
Aqueles que tinham sorte conseguiam escapar, voltando em condições lastimáveis, machucados e sangrando. Outros, mais teimosos, sacrificavam a própria vida. 
Um dia, chegou nas redondezas um jovem príncipe, bonito e corajoso. Soube pelo bisavô a história da bela adormecida que, desde muitos anos, tantos jovens a procuravam em vão alcançar. 
— Quero tentar também — disse o príncipe aos habitantes de uma aldeia pouco distante do castelo. 
Aconselharam-no a não ir. — Ninguém nunca conseguiu! 
— Outros jovens, fortes e corajosos como você, falharam…
— Alguns morreram entre os espinheiros…
— Desista! 
Muitos foram, os que tentarem desanimá-lo. 
No dia em que o príncipe decidiu satisfazer a sua vontade se completavam justamente os cem anos da festa do batizado e das predições das fadas. Chegara, finalmente, o dia em que a bela adormecida poderia despertar.
Quando o príncipe se encaminhou para o castelo viu que, no lugar das árvores e galhos cheios de espinhos, se estendiam aos milhares, bem espessas, enormes carreiras de flores perfumadas. E mais, aquela mata de flores cheirosas se abriu diante dele, como para encorajá-lo a prosseguir; e voltou a se fechar logo, após sua passagem. 
O príncipe chegou em frente ao castelo. A ponte elevadiça estava abaixada e dois guardas dormiam ao lado do portão, apoiados nas armas. No pátio havia um grande número de cães, alguns deitados no chão, outros encostados nos cantos; os cavalos que ocupavam as estrebarias dormiam em pé. 
Nas grandes salas do castelo reinava um silêncio tão profundo que o príncipe ouvia sua própria respiração, um pouco ofegante, ressoando naquela quietude. A cada passo do príncipe se levantavam nuvens de poeira. 
Salões, escadarias, corredores, cozinha… Por toda parte, o mesmo espetáculo: gente que dormia nas mais estranhas posições. 
O príncipe perambulou por longo tempo no castelo. Enfim, achou o portãozinho de ferro que levava à torre, subiu a escada e chegou ao quartinho em que dormia A princesa Aurora. 
A princesa estava tão bela, com os cabelos soltos, espalhados nos travesseiros, o rosto rosado e risonho. O príncipe ficou deslumbrado. Logo que se recobrou se inclinou e deu-lhe um beijo. 
Imediatamente, Aurora despertou, olhou par ao príncipe e sorriu. 
Todo o reino também despertara naquele instante. 
Acordou também o cozinheiro que assava a carne; o servente, bocejando, continuou lavando as louças, enquanto as damas da corte voltavam a enrolar seus cabelos. 
O fogo das lareiras e dos braseiros subiu alto pelas chaminés, e o vento fazia murmurar as folhas das árvores. A vida voltara ao normal. Logo, o rei e a rainha correram à procura da filha e, ao encontrá-la, chorando, agradeceram ao príncipe por tê-la despertado do longo sono de cem anos. 
O príncipe, então, pediu a mão da linda princesa em casamento que, por sua vez, já estava apaixonada pelo seu valente salvador. 
Eles, então, se casaram e viveram felizes para sempre!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Branca de Neve e os sete Anões


ERA UMA VEZ um rei que vivia num reino distante, com a sua filha pequena, que se chamava Branca de Neve. O rei, como se sentia só, voltou a casar, achando que também seria bom para a sua filha ter uma nova mãe. A nova rainha era uma mulher muito bela mas também muito má, e não gostava de Branca de Neve que, quanto mais crescia, mais bela se tornava.

A rainha malvada tinha um espelho mágico, ao qual perguntava, todos os dias:

- Espelho meu, espelho meu, haverá mulher mais bela do que eu?

E o espelho respondia:

- Não minha rainha, és tu a mulher mais bela!

Mas uma manhã, a rainha voltou a perguntar o mesmo ao espelho, e este respondeu:

- Tu és muito bonita minha rainha, mas Branca de Neve é agora a mais bela!

Enraivecida, a rainha ordenou a um dos seus servos que levasse Branca de Neve até à floresta e a matasse, trazendo-lhe de volta o seu coração, como prova.

Mas o servo teve pena da Branca de Neve e disse-lhe para fugir em direcção à floresta e nunca mais voltar ao reino.

Já na floresta, Branca de Neve conheceu alguns animais, os quais se tornaram seus amigos. Também encontrou uma pequenina casa e bateu a sua porta. Como ninguém respondeu e a porta não estava fechada à chave, entrou. Era uma casa muito pequena, que tinha sete caminhas, todas muito pequeninas, assim como as cadeiras, a mesa e tudo o mais que se encontrava na casa. Também estava muito suja e desarrumada, e Branca de Neve decidiu arrumá-la. No fim, como estava muito cansada, deitou-se nas pequenas camas, que colocou todas juntas, e adormeceu.

A casa era dos sete anões que viviam na floresta e, durante o dia, trabalhavam numa mina.

Ao anoitecer, os sete anões regressavam à sua casinha, quando deram com Branca de Neve, adormecida nas suas caminhas. Que surpresa! Com tanta excitação, Branca de Neve acordou, espantada e rapidamente se apresentou:

- Eu sou a Branca de Neve.

E os sete anões, todos contentes, também se apresentaram:

- Eu sou o Feliz!

- Eu sou o Atchim e este é o Miudinho.

- Eu sou o Sabichão, e estes são o Dorminhoco e o Envergonhado.

- E eu sou o Rezingão!

- Prazer em conhecê-los. Respondeu Branca de Neve, e logo contou a sua triste história. Os anões convidaram Branca de Neve a viver com eles e ela aceitou, prometendo-lhes que tomaria conta da casa deles.

Mas a rainha má, através do seu espelho mágico, descobriu que Branca de Neve estava viva e que vivia na floresta com os anões.

Então, furiosa, vestiu-se de senhora muito velha e feia e foi ter com Branca de Neve. Com ela levou um cesto de maças, no qual tinha colocado uma maça vermelha que estava envenenada!

Quando viu Branca de Neve, cumprimentou-a gentilmente, e ofereceu-lhe a maça que tinha veneno.

Ao trincá-la, Branca de Neve caiu, como se estivesse morta. A malvada rainha fugiu e, avisados pelos animais do bosque, os sete anões regressam apressadamente a casa, encontrando Branca de Neve caída no chão.

Muito chorosos, os anões colocam Branca de Neve numa caixa de vidro, rodeada por flores.

Estavam todos em volta de Branca de Neve, quando surgiu, no meio do bosque, um príncipe no seu cavalo branco. Ao ver Branca de Neve, o príncipe de imediato se apaixonou por ela e, num impulso, beijo-a. Branca de Neve acordou: Afinal estava viva!

Os anões saltaram de alegria e Branca de Neve ficou maravilhada com o príncipe!

O príncipe levou Branca de Neve para o seu castelo, onde casaram e viveram muito felizes para sempre.

Histórias de Terror - A boneca


No dia de seu aniversário Lúcia foi acordada por sua madrasta lhe trazendo um grande pacote recebido pelos correios e endereçado a ela.

Animada com o embrulho a garota rapidamente desembrulhou o pacote e ficou horrorizada com o seu conteúdo, pois dentro da caixa havia a boneca mais repugnante que ela já havia visto.

A boneca era velha, completamente careca, com a pele rachada e coberta de poeira. Mas, o pior de tudo era a boca do brinquedo que apresentava dentes longos e afiados como se fossem as presas de um animal

Com um calafrio percorrendo seu corpo a criança atirou a boneca no chão, em direção a um canto. No mesmo instante sua madrasta lhe chamou a atenção, dizendo que alguém deveria ter tido trabalho para lhe enviar esta boneca antiga, e por isto, ela deveria se sentir agradecida.

Lúcia tentou protestar , mas sua madrasta não quis ouvi-la e a forçou a continuar com a boneca se recusando a jogar o brinquedo fora. Para não contrariar sua madrasta, a criança enfiou a boneca em um armário embaixo da escada, bem atrás de uma pilha de sapatos onde ela não precisaria olhar para aquela coisa feia.

Passada algumas noites, Lúcia estava deitada na cama quando ouviu um barulho: era um som estranho que ela não conseguia identificar... O barulho cessou e depois continuou por alguns minutos. Agora ela conseguia perceber que o som era como se algo caminhasse com pequenos passos.

Lúcia tremia em sua cama, incapaz de se mover. Ela dormia sempre com a porta aberta para aproveitar a luz que vinha do corredor, pois morria de medo do escuro. Logo pareceu que ouvira uma voz surrando para ela lá do corredor:

- Lúcia, eu estou no quinto degrau.

A criança, completamente apavorada, cobriu sua cabeça com os cobertores e ficou tremendo de medo, porém os sons pararam subitamente.

Naquela noite Lúcia não conseguiu mais dormir e ficou embaixo das cobertas até o dia amanhecer, quando sua madrasta entrou no quarto para acordá-la.

Lúcia contou o ocorrido para sua madrasta, que lhe explicou que tudo isso deveria ter sido um pesadelo. Mesmo assim a criança implorou a sua madrasta para que a deixasse jogar a velha boneca fora, mas ela insistiu que o brinquedo tinha sido um presente e ela deveria guardá-la. A madrasta dela ainda foi até o armário e lhe mostrou que o objeto estava no mesmo lugar de sempre.

Contrariada,Lúcia passou a dizer a si mesma que tudo não tinha passado de um sonho.
Naquela noite, Lúcia tentou ficar acordada o maior tempo possível , mas logo foi vencida pelo cansaço. Depois de um tempo foi acordada por uma voz abafada que dizia:

- Luuciaaaa eu estou no décimo degrau...

Novamente a criança colocou o cobertor na cabeça e passou a chorar de medo, não dormindo mais naquela noite. Como da outra vez, o som da voz acabou e ela não ouviu mais nada até o amanhecer.

Na escola Lúcia contou aos seus amigos sobre a boneca, porém todos riram e fizeram piadas sobre ela. Lúcia então calculou que se a boneca subia cinco degraus por noite na próxima chegaria até o alto da escada e ficaria de frente para o seu quarto.

Apavorada, Lúcia decidiu dormir com a porta de seu quarto fechada e com a luz acesa. Quando a sua madrasta entrou no quarto para lhe dar boa noite perguntou por que ela fechara a porta. Lúcia então  perguntou se poderia deixar a luz de seu quarto acesa, em vez de deixar a porta aberta, para aproveitar a luz do corredor. Mas, sua madrasta lhe disse que a luz do quarto era muito forte e isso não lhe deixaria dormir.

Dessa forma, Lúcia concordou em dormir com as luzes apagadas e com a porta fechada. Para  não ficar completamente escuro ela abriu as cortinas para tentar clarear um pouco seu quarto.

Assim que ela começou a cochilar passou a ouvir um barulho... e então a voz veio, mais clara e alta do que das outras vezes:

- Lúciaaa eu estou no topo da escada....

Na escuridão de seu quarto ela viu a porta abrir lentamente...

Na manhã seguinte o corpo da garotinha foi encontrado na parte debaixo das escadas. Eles imaginaram que ela teria ido até o banheiro durante a noite, tropeçado e caído pela escada quebrando seu pescoço.

Ao lado da criança fora encontrada uma velha boneca, sua madrasta então, pediu que ela fosse enterrada com o brinquedo.

- Ela amava tanto esta boneca... Agora elas podem ficar juntas para sempre – disse a madrasta.

História de amor real


11 de Fevereiro de 2006. Era a volta às aulas, Mariana estava de volta a sua rotina. Naquele ano estudaria no período da tarde, já estava cansada de passar a tarde toda no colégio. Mas era o único jeito que ela tinha, pois afinal ela fazia o 6° ano e não teria outro período a não ser o da tarde. 11:30 a jovem foi se arrumar para ir a escola, 12:30 saiu de casa preparada para passar o dia todo na escola. Chegando lá notou algumas presenças novas, além daquelas que ela já conhecia do colégio. Mas apenas um dos quatros meninos novos chamou atenção da garota. Era Christian, um garoto que vinha de uma escola vizinha. 

Ele olhou pra ela com o mesmo afeto que ela também olhou. E nisso a garota sentiu um afeto muito grande pelo colega de classe. A garota como era uma pessoa muito carismática, foi até a cadeira em que o menino estava sentado, quieto observador e então perguntou seu nome. O garoto envergonhado então respondeu: - "Christian". Ela então sorriu pra ele dizendo que ele podia se sentar perto dela para não ficar sozinho, ele agradeceu e assim seguiu Mariana. Os outros garotos de classe que também conhecia a jovem, também começou a conversar com o novo colega de classe, que então passou a ter a amizade deles. Os dias se passaram, e essa amizade ali crescia. Ele jogava bola com os outros garotos e ela sempre torcia pelo time em que ele jogava. 

Mariana descobriu que o novato tinha uma dificuldade enorme de enxergar o que a professora escrevia no quadro, e ela então teve a ideia de começar a ditar as coisas para ele; e então o motivo dela ir pra escola passou a ser o "novato". Quando realmente não dava pra ela ir à escola, que eram poucas as vezes; a Mariana ficava preocupada com quem iria ditar as lições para ele. Os dias estavam se passando e essa amizade foi evoluindo, até que um dia uma amiga muito próxima de Mariana iria ficar com um outro amigo dela, e ele com uma vergonha enorme de ficar com a garota que então tinha o pensamento muito diferente do garoto em que naquela tarde ficaria. Então ele foi falar com Mariana para que ficasse com o Christian na mesma tarde e eles formariam casalsinhos. Mariana meia sem jeito, e surpresa com aquele pedido quase impossível, na hora tremeu e logo disse que iria a direção de Christian e a outra amiga dela também iria para que pudesse ficar com o seu amigo. Mariana meia sem jeito chegou a frente de Christian e ele então a beijou. Depois do fim, ela foi para um lado e ele para outro. Ele como era meio tímido, ficou sem graça quando ela o olhava; mas ela não. 

Ela continuou seguindo a vida como se nada tivesse acontecido. Na sala deles, estavam brincando de "verdade ou desafido." E eles passaram a participar, até que então os colegas deles sempre que caia nela ou nele, pediam alguma coisa que relacionavam os dois, do tipo "selinho, beijo,abraço". Até que isso passou a ser rotina, todos os dias isso acontecia. O ano acabou e eles ficaram 3 meses sem se ver, mas mantinham contato por msn e orkut. Apesar do que aconteceu com os dois, eles eram muito amigos. Ela o amava muito, e ele também parecia amar ela. Mas ambos como melhores amigos! O ano de 2007 então começou, as férias estavam acabando e eles ansiosos para saber se caíram na mesma sala novamente. Até que saiu a noticia de que os dois ,cairiam juntos na mesma sala. Ela chorou de alegria, ele ficou muito feliz também. Estava chegando o grande dia! As aulas iriam começar. Mariana não conseguia se quer dormir direito de tão ansiosa. Até que o dia amanheceu e Mariana já estava com o coração disparado de tanta felicidade. Se arrumou e então foi até a volta as aulas. Chegando lá, o primeiro que a garota procurou foi Christian. E ao vê-lo, abraçou muito forte como se não visse o garoto à anos. E então voltou tudo ao normal, mas muito mais intenso. Ambos se consideravam mais, eles então passaram a ser inseparáveis. chamavam-se de melhores amigos. 

Os dias se passaram e ela então percebeu que não viveria mais sem ele, cada dia que passava a dimensão desse amor que ela sentia por ele era incomparável com qualquer outro amor. Mas ela como sempre, falava que ele era seu melhor amigo. Começaram a surgir piadinhas , os amigos deles falavam que estavam apaixonados. As amigas dela achavam que estava na cara de que ela amava ele mais do que tudo na vida. - Sim, amava! Mas tinha certeza de que era como melhor amigo. Os dias se passavam e cada dia mais se falava mais nos dois, os amigos de ambos falavam pra ela que ele realmente gostava dela, mas não como melhor amigo como ela achava. Ela então brigava com todos, achando que estavam mentido. A amizade dos dois aumentavam cada dia mais, mesmo. Mariana entrava no msn e iria direto procurá-lo, e ficavam conversando até a hora que um ou o outro saia do msn. E novamente as férias estavam chegando e ambos estavam triste pois saberia que não iriam se ver naquelas férias, pois a mãe dele não o deixava sair de casa e ela não sabia na onde Christian morava. E chegou as férias, ela não saia do msn por causa dele. Só se falavam por lá. 

Os dias foram se passando ,e a saudade deles aumentando. Até que eles não viam mais a hora das aulas começarem e ficarem tranquilizados ao saberem que cairiam na mesma sala novamente. As férias estavam acabando, e a ansiedade aumentando. Como Mariana morava mais perto de Christian, foi olhar na sala que caíram. E chegando lá, ao ver, não acreditou. A garota então chorou muito, ao ver que Christian não estaria mais na sala dela. Foi pra casa desconsolada e entrou no msn, assim que entrou o garoto a chamou e ansioso perguntou com grandes esperanças: - "Caímos na mesma sala?" Mariana chorando então respondeu que não. E após, escreveu um texto dizendo que não conseguiria viver sem ditar pra ele, sem torcer por ele no futebol, enfim... ela não conseguiria viver sem Christian todos os dias. Ele também ficou muito triste, pois considerava muito a garota. Os dias passaram, e eles então estavam pouco conformados; pois o pior seria se algum dos dois tivessem mudado de escola. Apesar deles não poderem estudar mais na mesma sala, passariam todos os intervalos juntos. E ao começar as aulas isso que aconteceu. 

Os dias se passaram, e apesar de tudo a consideração aumentava a cada dia que passava. Até que uns meninos da escola estavam interessando em Mariana, e a garota percebia que Christian não estava curtindo muito essa ideia. Os dias passaram, e até que então ele resolveu contar para Mariana que realmente gostava dela além da amizade, e ela fingiu não acreditar com medo da situação. A garota começou a namorar mas não contou à ele. Até que um dia ela passou de mãos dadas com o seu namorado na frente da escola e viu o garoto na rua de trás esperando sua mãe para ir pra casa. Ao vê-la com o namorado ,ele abaixou a cabeça e ela então percebeu que ele tinha ficado chateado. Chegando a tarde, ela entrou no msn e então ele não a chamou. Ela resolveu ir falar com ele, mas percebeu um ar de tristeza na conversa. E tocou no assunto, perguntando o que tinha acontecido. Ele então já perguntou : - "Por que você não me contou nada?" E ela, começou a dar desculpas: - "Mas faz pouco tempo." Mas viu que não tinha outra saída e contou, que não queria que ele ficasse chateado se ele realmente gostasse dela. Mas como diz aquele ditado: "É melhor chorar com a verdade do que sorrir com a mentira." Christian então, realmente tinha esquecido a menina que ele gostava e passou a gostar de Mariana. Ela então ficou com aquilo na cabeça, passou algumas semanas, meses e ela então terminou seu namoro. 

Christian ao saber do termino do namoro da garota, voltou a repetir que a amava. E ela desconversava, pois considerava ele como seu melhor amigo. Ele passou meses gostando dela, até que então começou a namorar Paola, uma jovem da mesma idade que ele que parecia também gostar dele; mas nunca como Mariana gostava, ou melhor.. AMAVA. Sim, ela o amava! Só não queria admitir, pelo fato de achar que se não desse certo, estragaria a coisa que mais fazia bem na vida dela. Ao saber do namoro dos dois, Mariana reagiu com um nervoso que ele nunca tinha visto da garota. E enfim, achou que era ciumes de amiga. Ela disse ao garoto, que ela estaria com medo de que ele mudasse com ela por causa do namoro. E ele achou que era besteira, que ele nunca a largaria. Mas passou uns dias, ela estava conformada, e ele então passou a gostar de Paola, sua namorada. Tinha um porém, o namoro não estava mais dando certo. Pois era um namoro meio que escondido, que algumas pessoas da família dele não sabia. Pois o primo dele gostava da sua namorada, e se ficassem sabendo do namoro de Christian com o amor da vida do primo dele, jamais aceitariam. Mariana já conformada, passou a dar conselhos ao melhor amigo. Dizendo que se ele realmente gostasse dela e quisesse ser feliz ao lado da garota, ele enfrentaria tudo e todos. Até sua própria família! Ele achava aquilo impossível, mas tentou levar o namoro escondido. 

Quase um mês depois veio a notícia, de que ele teria terminado com Paola, a causa seria a família. Mariana sentiu um alivio e uma felicidade enorme, mas não sabia por que. Os mês se passavam, Mariana amava Christian cada dia mais. Até que um dia de tanto as amigas falarem, resolveu pensar se realmente era amor de melhor amiga o que ela sentia por ela, e viu que era algo além disso. Ela se sentia bem ao lado dele, ela sentia um frio na barriga quando o abraçava, e não se via mais longe dele, mas sentia que algo estava faltando. Era cair a máscara, de que aquilo não era amor de melhor amigo. Passaram-se os dias e ela então resolveu contar que ela realmente amava ele de outra forma. Ele então disse: - "Eu te considero muito, te amo muito. Não quero que se sinta como eu me senti, mais hoje em dia eu só te considero como minha melhor amiga. Quando eu te amava de verdade, você não me deu bola e eu sofri por você sim." O mundo dela naquela hora desabou, ela chorou como nunca tinha chorado um dia. Não por não poder tê-lo ao seu lado e sim por ter feito um dia sofrer, quem ela mais amava no mundo. 

E então depois daquela declaração, ela achou que nada mais seria igual. Então deixou avisado: - "Eu prefiro morrer, ao perder você." Passou mal e quando chegou a direção da escada, caiu. Ficou das 17:00 hrs até as 20:00 caída no chão, até que sua melhor amiga Marina, chegasse e visse ela naquele estado. Ao chegar se assustou e chamou alguns amigos que estavam na rua jogando bola naquele momento. Eles então pegaram Mariana e a deitaram no sofá. A menina estava com muita febre e chamando pelo nome do Christian. A primeira coisa que amiga fez? Não, não foi avisar a mãe de Mariana, que estava no trabalho. E sim ao Christian. Sua reação foi incrédula, e após perceber que o que a amiga de Mariana estava falando, era verdade ele se desesperou e por fim ficou muito chateado ao achar que ele foi a causa daquilo tudo. Mas não, a causa de tudo era ELA. Pois foi ela que não deu valor ao garoto quando ele gostava dela. Mariana passou 3 dias sem comer e só chorando. Passou os dias e ela então entrou no msn, ele então foi falar com ela rapidamente perguntando como ela estava e chamando ela pra uma conversa. 

Eles então conversaram, ela pediu uma só coisa. - "Não quero que fique do meu lado, pois sei que quem errou nessa história fui eu. Só quero que tudo continue como sempre foi, eu não me perdoaria em te perder. Não quero que nada, absolutamente NA-DA mude. Que continuaremos melhores amigos." Ele então, disse que isso jamais iria mudar. E tentaram serem melhores amigos, como antes. Uns dias antes ele avisou a ela que sua mãe teria mudado o garoto de escola, e ela então não se conformava com aquilo. Chorou muito e realmente não conseguia se animar com nada. havia uma festa na escola, em que eles se encontraram, e ao final da festa ela logo o procurou, sabendo que poderia ser o "último dia" em que ela pudesse ver o amor da sua vida. Saiu a procura, e ao vê-lo uma lagrima caiu de seus olhos, ele deu um "tchau" sem graça a ela e virou as costas. Ela paralizou, e depois de uns 2 minutos começou a chorar desesperadamente e queria ir atras dele para pelo menos um abraço do garoto. Saiu correndo atras dele, chorando muito. Todos na rua olhavam apenas pra ela; parecia até uma cena de filme. Mas por fim, não encontrou mais o garoto, que já tinha ido embora. Passou a noite toda chorando, Mariana não fazia nada além de chorar. Foram 4 dias só chorando. Até que a mãe dela ficou preocupada e perguntou o que a sua filha tinha, e ela então explicou o acontecido de tudo des do começo. 

Sua mãe então pediu para que Mariana sentasse no sofá e então ela sentou. Sua mãe disse: - "Filha, se você ama tanto esse menino o quanto você disse e o quanto parece, você tem que deixar ele ser feliz. Morrer não vai adiantar! Se ele gosta mesmo de você como melhor amiga, ou o que seja. Ele quer você ao lado dele, e precisa de você. Se você sempre foi melhor amiga dele ele aprendeu a viver com você ajudando, aconselhando, estando ao lado dele pra tudo que precisar. Se acontecesse algo com você, quem faria tudo isso por ele? Ele estaria sozinho nesse mundo. E tirando também o fato de que você não iria vê-lo crescer, ajuda-lo e algo do tipo. Mas se você realmente quer ele ao seu lado, não vá desistir sem ao menos lutar, me promete?" E então ela prometeu a sua mãe que não tentaria mais fazer besteiras , mas não lutaria. Pois não tinha mais forças. Depois da conversa com a sua mãe, tudo mudou. Ela não era mais a menina sofredora que tinha se tornado depois do acontecido. E voltou a ser quem sempre foi, principalmente com ele. Voltaram a ser melhores amigos, a contarem segredos um pro outro, a confiar um no outro. Mesmo distante, os dois eram inseparáveis. 

O msn dela apesar de ter muitos contatos, nenhum deles era mais importante e interessante do que ele. E eles então mantinham o mesmo contato. Ela já tinha se acostumado com a idéia de que ele seria melhor amigo dela e nada mais. Tudo estava igual, e sim... Principalmente o amor que ela sentia por ele! Ela nunca escondeu de ninguém que sempre foi e sempre será uma eterna apaixonada por Christian, apesar de serem melhores amigos. O amor que ela sente por ele é maior do que qualquer outro. E se um dia ela tivesse que escolher entre a vida dela e a dele? Ah, novamente ela não se importaria com a sua. Pois ,"morrer no lugar de alguém que ama parece ser uma boa maneira de partir." E até hoje, ela o ama mas consegue separar o amor de amiga com o amor que ela sente por ele. E até que ela é feliz assim, por pelo menos nada de antes ter mudado. E distância nenhuma muda a consideração que um tem pelo outro. ... E muito menos o amor que ela sente por ele.

História da Rede Globo


Indo no sentido contrário ao que dizem muitos críticos e intelectuais, Dominique Wolton (1996) vê a televisão como responsável pelo laço social na sociedade de massa em que vivemos. Para ele, a audiência televisiva é inteligente e crítica. O que ele chama de “modelo geralista” seria a televisão “aberta” no Brasil. Voltada para a grande massa, esse modelo deve ser preservado, já que a televisão temática e segmentada contribui para a atomização do corpo social e restringe os cidadãos a guetos.

Para Wolton, a grande ameaça hoje em dia não é a massificação e a estandardização, mas a individualização e a atomização.A grande força da mídia televisiva sempre decorreu do fato de dirigir-se a todos os tipos de públicos. Se assistimos a televisão temática e segmentada, pelo fato dela só ser acessível às classes mais altas, ou seja, as classes desfavorecidas economicamente não têm esse acesso, perdemos muito do que ele chama de laço social, papel esse essencial, que é desempenhado pela televisão “geralista” ou “aberta” no Brasil.
Segundo Wolton, a televisão é elemento central da democracia de massa e exige um verdadeiro investimento intelectual para que se compreenda o seu papel. No entanto, durante muito tempo, o mundo acadêmico não refletiu o suficiente sobre a televisão, como se ela não fosse um objeto de conhecimento “nobre”! Muitos consideravam que tudo era simples: não havia nada a se esperar da televisão! Na realidade, a elite cultural e intelectual não se interessava muito pela televisão porque tinha outros instrumentos culturais à sua disposição! Esse, porém, não é ocaso de milhões de pessoas para quem ela é, ao contrário, o principal instrumento de informação, de cultura e de distração.

A história da televisão brasileira passa por uma paixão imediata do público por ela. Sem contar com nenhuma emissora pública importante (em termos de audiência) a televisão dominada pelo modelo privado, resultou numa programação às vezes de boa qualidade, às vezes de má qualidade, mas que sempre buscou estar próxima da sociedade brasileira. Para Wolton (1996), “a televisão privada,grande, dominante no Brasil,conseguiu, no geral, atingir o papel de laço social proporcionado pelas televisões públicas na Europa!”.

Desde sua chegada no Brasil em 1950, pelas mãos e determinação de Assis Chateaubriand, até os dias de hoje, podemos verificar que num país de dimensões territoriais como as nossas e de cultura de massa diversificada e fértil, que mistura tradição e modernidade, a televisão desempenha uma função marcante na consolidação da identidade nacional. Ainda segundo Wolton, honra seja feita! Uma grande parte da tradição “pública” da televisão brasileira e do papel de serviço público provém, na realidade, da hegemonia dessa televisão “privada”! Criada em1965, a Globo é um dos símbolos da identidade brasileira: gosto pela modernização, pelo desafio, influência norte-americana,vontade de se distinguir. Sua força, que na Europa reside na televisão pública, foi de dirigir-se a todas as camadas da população.

Como o objetivo desta pesquisa é estudar a mídia de chamadas, um estratégico mecanismo utilizado pela programação da Rede Globo, vamos a um pequeno histórico dessa emissora. Criada em abril de 1965 pelo jornalista Roberto Marinho, que era dono do jornal “O Globo”, a TV Globo, canal 4 do Rio de Janeiro foi o início da maior rede de televisão do Brasil até hoje. No mesmo ano, comprada a TV Paulista que se tornou a TV Globo de São Paulo.

A Rede Globo foi criada com base em um modelo americano de televisão,mas ao longo do seu desenvolvimento construiu um estilo original que sempre buscou adaptar-se ao gosto médio da população brasileira. Em 1969, com o lançamento do “Jornal Nacional”, a Globo se transformou em uma rede de alcance nacional. Em 1972, iniciou sua transmissão em cores. Na década de 80, se aperfeiçoou tanto técnica como esteticamente, criando novos formatos desprogramas de entretenimento,dramaturgia e jornalismo.

Segundo dados fornecidos pelo Departamento Comercial da emissora, hoje a Rede Globo tem cento e quinze afiliadas,atinge 99% do território brasileiro e tem uma participação de 60% no número de televisores ligados no considerado “horário nobre”. Esse público é formado por crianças, homens e mulheres das mais variadas faixas etárias, pertencentes a todas as classes sociais e ficam, em média, mais de quatro horas por dia diante do aparelho de TV. Esse enorme índice de audiência se torna mais significativo,se levarmos em conta, que hoje existem mais cinco redes de televisão “aberta” no Brasil e vivemos uma época de popularização do controle remoto, que amplia o poder de livre escolha do telespectador.

Para Wolton, existe, por certo, uma hegemonia da Globo, mas não um monopólio, pois a Globo influenciou a tal ponto a evolução da sociedade brasileira que ela própria não conseguiu evoluir no ritmo das mutações extremamente rápidas daquela. O argumento é simples: essa televisão não poderia ter tal audiência se estivesse defasada em relação às expectativas dos brasileiros … o seu sucesso provém também, do fato de ter conseguido, em trinta anos, tornar-se ao mesmo tempo espelho e parte do ideal brasileiro.

Hoje, a Rede Globo dedica quase toda a sua grade de programação a produções brasileiras, exportando para vários países do mundo muito dessa produção, principalmente suas telenovelas.Produto símbolo da televisão “aberta”brasileira e responsável pela conquista dos maiores índices de audiência, ao longo de sua história, a telenovela sempre foi o maior destaque na programação da Rede Globo. Com três horários de exibição diários e inéditos por dia, a telenovela das seis, das sete e das oito – o horário nobre– e mais um horário vespertino, diário de reprise – Vale a Pena Ver de Novo– a Globo é hoje a maior produtora de“folhetim eletrônico” do país. Desde outubro de 1995, ela ocupa uma área de 1.300.000 metros quadrados em Jacarepaguá, onde funciona a Central Globo de Produção – mais conhecida como PROJAC.

Ao concentrar num único local o maior número possível de etapas de realização de um programa, desde a pré-produção até a finalização nas ilhas de edição, o PROJAC tornou-se o maior centro de produção para a televisão na América Latina. É aí que são produzidas as histórias que alcançam as maiores audiências da Globo e da televisão “aberta” no Brasil.

História a Princesa e o Sapo


Era uma vez uma bondosa princesa muito bonita, de cabelos longos e louros que vivia num reino muito distante.

Um dia, sem querer, a princesa deixou cair uma bola dentro de um lago. Pensando que a bola estivesse perdida, começou a chorar.

- Princesa, não chore. Vou devolver a bola para você. - disse um sapo.
- Pode fazer isso? – perguntou a princesa.
- Claro, mas só farei em troca de um beijo.
A princesa concordou. Então, o sapo apanhou a bola, levou-a até os pés da princesa e ficou esperando o beijo. Mas, a princesa pegou a bola e correu para o castelo. O sapo gritou:
- Princesa, deve cumprir sua palavra!

O sapo passou a perseguir a princesa em todo lugar. Quando ia comer, lá estava o sapo pedindo sua comida.

O rei, vendo sua filha emagrecer, ordenou que pegassem o sapo e levassem de volta ao lago.

Antes que o pegassem, o sapo disse ao rei:
- Ó, rei, só estou cobrando uma promessa.
- Do que está falando, sapo? - disse o rei, bravo.
- A princesa prometeu dar-me um beijo depois que eu recuperasse uma bola perdida no lago.

O rei, então, mandou chamar a filha. O rei falou à filha que uma promessa real deveria ser cumprida.Arrependida, a princesa começou a chorar e disse que ia cumprir a palavra dada ao sapo.

A princesa fechou os olhos e deu um beijo no sapo, que logo pulou ao chão. Diante dos olhos de todos, o sapo se transformou em um belo rapaz com roupa de príncipe.

Ele contou que uma bruxa o havia transformado em sapo e somente um beijo de uma donzela acabaria com o feitiço. Assim, ele se apaixonou pela princesa e a pediu em casamento.

A princesa aceitou. Fizeram uma grande festa de casamento que durou uma semana inteira. A princesa e o príncipe juntaram os dois reinos e foram felizes para sempre
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